Quem somos

C-A-RGBCoordenação do Ensino Português em França

 

O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua é um instituto público, tutelado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, cuja missão é propor e executar a política de ensino e divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro.

Compete ao Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. coordenar a atividade dos docentes de língua e cultura portuguesas no estrangeiro, promover a interação entre os vários níveis e modalidades de ensino e fomentar o ensino do português como língua não materna e estrangeira nos curricula e sistemas de ensino.

A Coordenação do Ensino Português em França é uma das 11 coordenações de ensino da rede EPE (Ensino Português no Estrangeiro) do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua.

Breve Panorama do ensino português em França

O Português é ensinado nas escolas de primeiro ciclo do ensino básico francesas, por professores colocados pelo Camões I.P.. Este ensino pode ter lugar integrado no currículo escolar dos alunos (ELVE – ensino de língua viva estrangeira) ou ocorrer em horário pós-letivo, (EILE – ensino internacional de língua estrangeira). Em qualquer dos casos, trata-se de dispositivos oficiais do Ministério da Educação francês levados a cabo em parceria com o Camões I.P., de acordo com o Protocolo de Cooperação Educativa assinado em 2006 entre o Ministério da Educação Nacional do Ensino Superior e da Investigação da República Francesa e o Ministério da Educação da República Portuguesa.

A continuidade do ensino é assegurada nos 2° e 3° ciclos do ensino básico (collège) e no ensino secundário (lycée), pelo Ministério da Educação francês, tal como está previsto no Protocolo.

No entanto, em localidades onde essa continuidade não existe, o Camões I.P. coloca professores em associações que aceitem colaborar disponibilizando espaço e meios materiais para que os alunos dos 2° e 3° ciclos continuem a sua aprendizagem do português – AES (apoio ao Ensino Secundário).

As secções internacionais portuguesas

Para além deste ensino, o sistema francês possui um dispositivo que funciona também em parceria com vários países, entre eles Portugal – as Secções Internacionais.

Existem 23 Secções internacionais portuguesas a funcionar em 13 estabelecimentos de ensino franceses: de ensino básico e secundário, onde é ministrado um complemento curricular em português desde o primeiro ano, do primeiro ciclo, até ao 12° ano.

Em Paris há secções internacionais portuguesas (SIP) no Collège e Lycée Honoré de Balzac e no Collège e Lycée Montaigne, na região parisiense há SIP em Saint Germain-en-Laye, em Le Pecq , em Chaville e em Saint Cloud. Na província temos secções internacionais portuguesas nas cidades de Grenoble, Lyon e Nice. Trata-se de um ensino de excelência que abre perspetivas mais amplas aos alunos que o frequentam, quer no convívio multicultural com alunos de outras secções, quer na aquisição de competências linguísticas e culturais. Concorre, para estes objetivos, o facto de os alunos terem, para além do horário curricular francês, mais seis horas de aulas, 4h de língua e literatura portuguesa e 2h de história e geografia em português. O diploma OIB (opção internacional do baccalauréat – 12° ano) facilita o acesso a estabelecimentos de ensino superior de prestígio e a percursos de grande exigência e mérito. Os professores de História e Geografia e a maior parte dos professores de Língua e Literatura são colocados pelo Camões, I.P..

O ensino superior

O ensino do Português conta ainda com o apoio do Camões, I.P. em 16 universidades francesas, através de protocolos assinados com as universidades, abrangendo 4.800 estudantes: Univ. Paris Ouest – Nanterre – La Défense (Nanterre); Univ. Sorbonne Paris III ; Univ. Paris VIII Vincennes – Saint-Denis ; Univ. de Nantes ; Univ. Blaise Pascal (Clermont-Ferrand) ; Univ. Charles-de-Gaulle Lille 3; Universidade Lumière Lyon 2; Univ. Poitiers; Univ. Marc Bloch – Strasbourg II; Univ. Michel de Montaigne – Bordeaux III; Univ. de Provence – Aix-Marseille (Aix-en-Provence) ; Univ. de Provence – Aix-Marseille (Marselha) ; Univ. de Picardie Jules Verne (Amiens) ; Univ. de Nice – Sophia-Antipolis (Nice) ; Univ. Haute Bretagne – Rennes II e Univ. Jean Monnet (Saint-Etienne).

É dada uma atenção particular à promoção da língua e da cultura portugesa nos 3 Centros de Língua Portuguesa existentes nas universidades de Lille 3, Lyon 2 e Poitiers e nas 4 cátedras existentes nas universidades Sorbonne Paris 3, Paris Ouest-Nanterre La Défense, Blaise Pascal – Clermont-Ferrand e Nantes, onde a investigação é uma prioridade.

Cursos de Português Língua Estrangeira para adultos

Para que o panorama do ensino da língua e da cultura portuguesas em França fique completo, refiram-se os cursos de PLE e também de PLS, destinados a adultos, lecionados pelo Centro Cultural Camões, I.P., em Paris.

Organi3

Um pouco de história

O primeiro « Acordo de Cooperação Cultural, Científica e Técnica entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da República Francesa” data de 1970. Em 2006 é celebrado o Protocolo de Cooperação Educativa entre o Ministério da Educação Nacional do Ensino Superior e da Investigação da República Francesa e o Ministério da Educação da República Portuguesa.

O ensino do português tem início, a título experimental, nos collèges (do 6° ao 9° ano) e lycées (do 10° ao 12° ano) nos anos 60 e entra verdadeiramente nos currículos do ensino francês, como língua viva estrangeira, em 1970, data da criação do primeiro concurso de recrutamento de professores de português pelo Ministério da Educação francês.

Durante esses primeiros anos eram essencialmente alunos de origem portuguesa que escolhiam o português como primeira língua estrangeira no collège pois era a forma de consolidarem e aprofundarem os conhecimentos da língua que já possuíam, apesar de terem níveis de proficiência diversos. Aos poucos e com a entrada de Portugal na CEE, o português foi sendo escolhido como primeira língua viva também por alunos franceses ou de outras nacionalidades. No liceu, o português era escolhido como LV3, terceira língua viva e na maior parte dos casos era uma escolha feita por alunos que não tinham origem portuguesa.

Em 1975 o Estado Português vai apoiar no terreno o ensino da língua e cultura portuguesa colocando professores para o ensino da língua e cultura portuguesas no 1° ciclo, os cursos ELCO. Estes cursos são criados nessa altura pelo Estado Francês para dar resposta a uma necessidade de assegurar o ensino de língua e cultura de origem aos filhos dos imigrantes para que na eventualidade destes voltarem ao país de origem, as crianças poderem adaptar-se facilmente. Estes cursos foram frquentados por 15.000 alunos no ano letivo de 1976/77 e atingiram o seu auge no ano letivo de 1982/83 com 55.333 alunos. Em 1992/93 os cursos ELCO ainda eram frequentados por 17.539 crianças e os números foram baixando tendo estabilizado nos últimos anos por volta de 9.000 alunos.

Em 1989, o português é introduzido na primária como ELVE (ensino de língua viva estrangeira), um ensino integrado e assegurado por professores colocados pelo Ministério da Educação português.

Em 2016/2017, os cursos ELCO dão lugar aos cursos EILE (ensino internacional de língua estrangeira), na sequência de um novo protocolo celebrado entre os Estados Português e Francês.

Quanto à presença do português nas universidades francesas, esta data de 1919, aquando da criação do primeiro Curso de Língua e Cultura Portuguesa na Sorbonne. Em 1921 é criado um curso de Língua e cultura portuguesa na universidade de Rennes e o Estado Português envia o primeiro Leitor de Português, o engenheiro F. Leite Pinto, em 1930 para a Sorbonne.

ORGANIGRAMA INSTITUCIONAL 2016/2017

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